Comentário ao ensinamento do mestre zen budista Hakuin, na linguagem do Núcleo

heaven here

 

O mestre zen budista Hakuin ensinou que:

 

“Na essência todas as pessoas são seres búdicos. Assim como não pode existir gelo sem água, também não pode existir Buda sem a humanidade. Quem compreende essa verdade alcança o tesouro infinito. Quando vivo a Forma que transcende a forma fenomênica, posso ir e voltar sem sair do lugar. Quando vivo com o Pensamento que transcende o pensamento fenomênico, canto e danço segundo a voz da Verdade. No amplo céu do meu mundo Mental livre de qualquer empecilho, brilha a luz da sabedoria búdica. Alcanço o estado de total serenidade, transcendendo as angústias e os sofrimentos mundanais. Por isso, aqui mesmo é o paraíso búdico; e assim mesmo, nesta forma física, sou um ser búdico.

 

Seguem-se os comentários ao texto.

 

“Na essência todas as pessoas são seres búdicos { todas as pessoas são seres conscienciais, porque vivemos na Consciência do Ser, que é o Princípio Divino} . Assim como não pode existir gelo sem água, também não pode existir Buda sem a humanidade {todo personagem pressupõe um Ator. Assim, o personagem gelo, é a forma assumida pelo Ator água. Água é a essência do Gelo. A água pode se manifestar na forma de gelo. Assim como gelo evidencia a existência da água todo personagem evidencia a existência do Ator}. Quem compreende essa verdade alcança o tesouro infinito. Quando vivo a Forma que transcende a forma fenomênica, posso ir e voltar sem sair do lugar {Forma fenomênica é a forma do personagem enquanto que “Forma que transcende a forma fenomênica” é a Forma do Ator, do Ser consciencial, que é a essência, portanto, sem forma definida como é a forma fenomênica. Por isso, estando consciente de que vivo na Consciência do Ser, no Princípio divino, posso ir e voltar sem sair do lugar}. Quando vivo com o Pensamento que transcende o pensamento fenomênico, canto e danço segundo a voz da Verdade {Pensamento que transcende o pensamento fenomênico são os pensamentos de Deus, como revelado na Bíblia em Isaias 55, 8-9 onde está escrito: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”

Por isso, estando consciente do Pensamento que transcende o pensamento fenomênico, canto e danço segundo a voz da Verdade, que é Deus}. No amplo céu do meu mundo Mental livre de qualquer empecilho, brilha a luz da sabedoria búdica. {o mundo Mental que é livre de qualquer empecilho é chamado no Núcleo de mundo da Consciência ou Mente com “m” maiúsculo, no qual brilha a luz da sabedoria búdica ou divina }. Alcanço o estado de total serenidade, transcendendo as angústias e os sofrimentos mundanais { As angústias e os sofrimentos mundanais estão no âmbito da mente do personagem. Na Consciência do Ser elas inexistem, por isso na Consciência alcanço o estado de total serenidade.} Por isso, aqui mesmo é o paraíso búdico; e assim mesmo, nesta forma física, sou um ser búdico.{Pelo fato de Realidade e Representação coexistirem no Princípio Divino, assim mesmo, nesta forma física, ou seja, assim mesmo na forma de personagem, sou consciente de que sou o Ator divino, sou consciente de que sou um ser búdico, um ser consciencial” e sou consciente de que aqui mesmo é o Princípio Divino, aqui mesmo é o paraíso búdico}

Convite a uma experiência divina com os ensinamentos de Masaharu Taniguchi

Sumiyoshi

Personificações da divindade!

Em breve, dia 28 de novembro de 2015, será realizada a Segunda Convenção Nacional da Igreja Seicho No Ie Masaharu Taniguchi

Informações: https://www.facebook.com/events/1621540101449287

O que se segue é uma reedição da experiência divina compartilhada por dAquele que aparece como João Jisso Willian na Primeira Convenção da Manabu Kai no Brasil.

O relato completo foi postado originalmente em 08/29/2012 by  neste site:

http://nucleu.com/2012/08/29/manabu-kai-masaharu-taniguchi-sensei-o-manabu-kai-seicho-no-ie-shakai-jigyodan/

A fim de que outros divinos personagens possam desfrutar desta divina experiência de perceber o Ser Real, o Mestre, aparecendo como muitos compartilho o relato que se segue, a fim de que todos que comparecerem à Segunda Convenção Nacional possam PERCEBER [o Ser Real, o divino Mestre, aparecendo como personagens e cenários], DESFRUTAR [essa percepção de forma pessoal e consciente] e então, que possam COMPARTILHAR o que terão percebido e desfrutado.

Agradeço Àquele que sendo Único aparece como muitos divinos personagens e cenários;

Agradeço por perceber que é a Sua percepção em nós que percebe a onipresença divina em tudo e em todos;

Agradeço Àquele que apareceu como o Mestre, o divino personagem Masaharu Taniguchi por compartilhar Sua percepção divina.

Agradeço em especial Àquele que aparece como o divino personagem João Jisso Willian por compartilhar sua experiência e percepção do divino Mestre aparecendo como muitos.

É o que percebo, desfruto e compartilho.

Muito Obrigado!

Silvano

Relato da experiência divina de João Jisso Willian:

Meu grande Amigo Silvano,

O Ser faz com que estas imagens divinas venham a mim através de muitos personagens divinos na internet e redes sociais…Eu apenas percebo, desfruto e compartilho! 🙂
Com certeza compartilharei esta viagem que foi Divina! Era visível a presença de Masaharu Taniguchi (manifestado de forma mais essencial possível) naquele lugar, percebi, desfrutei e compartilhei isso e muitos disseram que percebiam o mesmo.
Nunca senti tão forte a Seicho no ie, muitas pessoas já me disseram que gostariam de vivenciar a Seicho no ie autêntica, original na época em que estava surgindo com Mestre e o primeiros apóstolos pregadores da Verdade, pois percebo que estamos tendo esta oportunidade aqui e agora, de vivenciar todo o processo junto aos pioneiros, e sou profundamente grato por este presente do Ser. Somos privilegiados de poder presenciar este milagre novamente, atualizado. Não só na Seicho no ie, mas no Núcleo, na Vedanta…..
Outra percepção incrível é a de que estou vivenciando o Mahabaratha aqui e agora. Filhos de Deus que estão conscientes da sua Origem são banidos de seu reino e ficam em exílio por alguns anos, e depois retornam para reaver o que lhes é de direito. Um exército de poucos Pandavas contra um exercito de muitos  em ilusão. Percebo esta “guerra” divina neste cenário da Seicho no ie pois toda essa divergência começou dentro de uma mesma família a mais de 15 anos (quantos anos eram mesmo o do exílio..rs…) e todos são irmãos entre si. Mas não me iludo, percebo essa guerra que está acontecendo em sua forma atualizada onde não há inimigos somente entendimento errôneo a ser esclarecido, a verdade a ser desvelada para que todos percebam e desfrutem do novo mundo! Fiquei surpreso ao ouvir o Prof. Osvaldo falar que lá era um Quartel General e na hora percebi que estava diante de um dos Pandavas e que o cenário desta representação divina está se formando! hehehehhehehe….Talvez o Karna seja o Masanobu que está propondo as alterações no ensinamento original…kkkkkkkkkkk…
Estive diante de inúmeros personagens que estão plenamente conscientes de quem são, verdadeiros Filhos de Deus, Deuses vivos na representação e um deles, dos inúmeros Senseis que estavam lá, que se chama Noriake Jo foi muito claro com relação a isso. Na verdade quase não era possível ver personagens naquele lugar, só o Ser. O ser apareceu/aparece como Noriake Jo e graças a Ele que os brasileiros puderam ter acesso aos livros da Seicho no ie pois foi o Ser através dele que traduziu todos os livros da Seicho no ie para o idioma português na época que a vieram para o Brasil.
Em determinado momento eu fui agradecer a este Deus vivo que aparece como Noriake Jo por tudo o que Ele faz e ele me perguntou: ” Você tem percepção espiritual não é?” Sem pestanejar respondi “SIM!” e ele concordou e entrou no banheiro. Depois me veio a mente a pergunta “O que ele quis dizer com percepção espiritual?” e quando ele estava saindo do banheiro eu perguntei isso a ele e ele respondeu: ” Porque você disse que o Mestre está aqui, e Ele está mesmo e não só o Mestre Masaharu Taniguchi, porque Katsumi Tokuhisa (um dos personagens do Ser que trouxeram a Seicho no ie ao Brasil) também está.” Na hora dei um sorriso e o reverenciei em gratidão.
Em outra ocasião, eu estava sentado para assistir à primeira das palestras do Ser que aparece como aqueles Divinos Personagens Conscientes de quem São, aqueles Professores que vieram do Japão. Que força, que Energia, que Sabedoria, que Harmonia, Amor, Luz, Vida, Alegria, Provisão. Vi Masaharu Taniguchi novamente manifesto na forma naqueles personagens e o vejo em muitos outros.
Estava eu para assistir a palestra quando lembrei que a Rafaela que teve que se ausentar tinha me pedido para anotar tudo para compartilhar com ela depois, então olhei na minha bolsa mas não tinha como eu anotar pois não tinha papel. Pensei que assim seja, este momento é único portanto tenho que prestar bastante atenção pois não vai dar para anotar e terei que compartilhar com o que eu lembrar… Assumi esta postura para assistir a palestra e  foi quando veio uma daquelas crianças que você conheceu e me deu um bloco de anotações para que eu pudesse anotar. Respondi com  um alegre SIM, Sim eu O percebo, respondi SIM a este chamado do Ser e em breve vou transcrever esta que foi a Palestra mais incrível que eu já assisti dentro da Seicho no ie sobre a Importancia do Imperador do Japão.
Outro momento que foi devidamente registrado em vídeo pelo Raphael foi o momento em que o mais velho das 6 crianças relatou toda a experiência de vida deles, tudo que eles passaram junto a Kami até chegarem ali. Foi emocionante perceber Deus aparecendo como Amor em sua mais pura forma naquele relato!

Sou profundamente grato por estar diante de Mim mesmo e experienciar-ME em tantos Divinos Milagres, Nomes e Formas. Sou grato por estar nesta Minha Representação Divina desempenhando o(s) papel(is) que desempenho e desfrutando-Me em muitos outros Divinos papeis que represento.Domo Arigatô Gozaimasu

Osho: Buda e o tapa

Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto.Buda esfregou o local e perguntou ao homem:

– E agora? O que vai querer dizer? 

O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: “E agora?” Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: “E agora?” Não houve reação da sua parte.
Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse: 

– Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda, guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas. 

– Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que “aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor”. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma idéia. Ele bateu nessa idéia. 

Se vocês refletirem profundamente, continuou Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.
Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: “E agora?”
O homem ficou ainda mais confuso! E buda disse aos seus discípulos: 

– Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem. 

Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou: 

– E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buda falou:

– Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas. 

O homem olhou para Buda e disse:

– Perdoe-me pelo que fiz ontem. 

– Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você. 

E você também é outro, continuou Buda. Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.

Osho; Intimidade Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros

  

Retirado do Portal Vida e Morte

Aquele que fala contigo…

deus pai

Disse Jesus ao que era cego: Crês tu no Filho de Deus?
Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?
E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. João 9, 35-37
A questão essencial é Quem é o Filho de Deus para que Nele possamos crer?

O Filho de Deus respondeu presencialmente ao que era cego: É aquele que fala contigo!

Embora esta resposta tenha sido dada pelo Filho de Deus há aproximadamente dois mil anos trata-se em verdade de uma revelação divina, de validade atemporal.

Para aqueles que deixaram de ser cegos… a resposta a questão Quem é o Filho de Deus para que Nele possamos crer ainda continua sendo a mesma: É aquele que fala contigo!

Assim como de nada adianta “ter olhos e não ver” também não adianta “ter ouvidos e não ouvir”… que o Filho de Deus É aquele que fala contigo! E não ouvir nada do que Ele diz!

Assim, a questão agora não é com quem o Filho de Deus fala, mas sim, quem ouve o que está sendo dito! Pois, o próprio Cristo já revelou que Ele É aquele que fala contigo!

Perceba algo que está sendo enfatizado nesta revelação divina ao que era cego: Ele fala!

Deixar a condição dos que “têm olhos e não vêem” [ou seja, deixar a condição daquele que era  cego] é perceber que o Cristo já realizou o milagre em você e perceber que Ele fala contigo!

Enquanto a sua mente disser que Ele não fala com você, ou seja, enquanto continuar dando foco à percepção [mental] de que você não ouve a voz do Filho de Deus em voce, não estará dando foco à percepção [consciencial] de que: Ele fala! Pois, Ele É aquele que fala contigo!

Atente ao fato de que esta é uma “percepção consciencial” que está sendo compartilhada com você! Ou seja, algo de validade atemporal e impessoal está sendo percebido e compartilhado. Note que o ensinamento do Núcleo é centrado nas próprias percepções e não em personagens que tem as percepções. A percepção consciencial é como uma interface entre o personagem e o Ser Real, ela está ao alcance do personagem mas pertence ao Ser Real e é o que possibilita a percepção da nossa real identidade. Por isso quando Simão Pedro respondeu que Jesus era em realidade o Cristo, o Filho do Deus Vivo, Jesus enfatizou que aquela percepção de Sua real identidade não veio da “carne e sangue”, ou seja, não veio da mente de Simão Pedro, porque a mente e os personagens estão na representação, mas aquela percepção veio da Realidade na qual está o Pai, enfim, veio dAquele que está no céu, a Realidade subjacente à representação!

Esta passagem bíblica evidencia que os personagens podem ter “percepções conscienciais”, ou seja, que podem perceber a Realidade; e evidencia também que esta percepção não vem de suas mentes, mas do próprio Ator, o Ser Real que subjaz a todos os personagens. E esta passagem revela também o quanto Jesus enfatizou esta percepção compartilhada por Simão Pedro a ponto de declarar que sobre esta “pedra” [sobre esta percepção sólida como Pedra, ou seja, fundada na Realidade que é o Pai, o Ser Real] iria edificar sua Eclésia [comunidade dos que percebem o Real]. É para que todos percebam a realidade de Deus que as comunidades espirituais são criadas. Elas normalmente emergem em torno de personagens despertos que são aqueles que percebem, desfrutam e compartilham o que percebem da Realidade de Deus e possibilitam que outros personagens também percebam o Real, e que percebendo desfrutem essa percepção, e que a desfrutando a compartilhem com todos.

Sobre Céu e Terra há toda uma simbologia bíblica. Alguns personagens despertos compartilharam suas percepções a esse respeito. Vamos a elas!

Em Gênesis 1: 1 está escrito: “No Princípio, criou Deus os céus e a terra”. 

Deus é próprio Princípio Divino no qual tudo expressa o que Ele É.

A palavra Princípio não deve ser entendida em termos temporais como “início dos tempos”, mas como Origem de tudo o que É, da mesma forma como está escrito em: “No Princípio era o Verbo”, significando que o Verbo, a Palavra, a substância divina, expressa a Si mesmo, manifesta a própria origem ou Princípio divino e existe atemporalmente no Ser, em sua própria Realidade e Consciência.

Assim, criou Deus “no Princípio”, ou seja, criou em Si mesmo, em Sua própria Consciência, céu e terra; Realidade e Representação.

As duas criações divinas são, portanto, o céu, a “Realidade divina” e a terra, a “representação divina”.

A natureza de tudo que é criado na “Realidade divina” é eternidade; e, daquilo que é criado na “Representação divina” é a efemeridade.

Assim, observa-se que o homem criado à “Imagem e Semelhança” de Deus é descrito no capítulo 1 do Gênesis. Este é o homem real, eterno, é o chamado “Eu Verdadeiro”, a real identidade humana.

Em contraposição a esta real identidade humana o homem criado na representação divina, terra, como descrito em Gênesis 2: 7, foi formado do “barro”, ou seja, foi formado da própria substância da “representação divina”. Assim, sendo o homem formado da própria “representação divina” ele é também uma “representação divina” e,  portanto, efêmero como tudo na terra ou “representação divina”.

Importa ainda observar que o próprio “Deus” descrito no capítulo 2, que formou o homem do barro, não é o mesmo Deus que criou o homem a Sua Imagem e semelhança, mas sim, o “Senhor Deus”, que é o Senhor que atua como a Lei da representação divina, a Lei de causa e efeito.

Vale lembrar que dois personagens despertos, Masaharu Taniguchi e Joel Goldsmith compartilharam a mesma percepção consciencial de que Deus, Aquele Ser que é Amor e Vida Eterna, está descrito no capítulo 1 do Gênesis. Na Representação divina Ele aparece como “Senhor Deus” e atua como Lei, a Lei que rege a representação, a Lei de causa e efeito, como está descrito no capítulo 2 do Gênesis.

Na Representação divina Aquele que aparece como “Senhor Deus” fez a “árvore da Vida” e fez também a “árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Sendo Deus Aquele que na representação divina aparece como “Lei de causa e efeito”, pelo fruto da “árvore da Vida” se faz perceptível a Realidade divina, e pelo fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, se faz perceptível a Representação divina. Desta forma, causa e efeito assim se relacionam: o fruto da “árvore da Vida” é a percepção da Consciência do Ser, que é unitária e a tudo vê como uma expressão do próprio Ser; o fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal” é a percepção da mente do personagem, que é dual, e a tudo vê como separado de si.

O que se deve notar é que embora tenha Deus criado céu e terra, Realidade e representação divinas, como descrito em Gênesis 1: 1, as duas árvores e seus conseqüentes frutos, que representam as duas percepções, aparecem apenas na “representação divina”, ou seja, no céu [na Realidade divina] não há “árvore do conhecimento do bem e do mal”, não há “percepção mental”. É preciso adentrar à “representação divina” para se acessar á “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Nesse sentido alguns ensinamentos absolutistas afirmam que a realidade desconhece a ilusão. De fato, é impossível ao homem criado à “Imagem e Semelhança” do Criador, conforme descrito em Gênesis 1: 27 [o Eu Verdadeiro], ser iludido pelo fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim, é evidente que a dualidade é uma ficção, é algo aparente e ocorre apenas quando o ator divino atua na “representação divina” – terra – assumindo uma identidade aparente, a identidade de um personagem, como se tivesse sido formado do “barro da terra”, como está descrito em Gênesis 2: 7; ou seja, como se tivesse sido formado da substância [barro] da própria terra [representação divina], ou seja, o ator divino assume a identidade de um personagem na representação divina e passa a ver tudo como separado de si, o que faz da representação algo bastante realístico para a mente do seu próprio personagem.

Vale notar que Joel Goldsmith observou que através de Moisés a humanidade teve acesso ao “Senhor Deus”, ou seja, ao Deus da representação divina, e assim a humanidade aprendeu como viver sob a Lei de Causa e Efeito, como se beneficiar da Lei que rege a terra. E observou que através de Jesus a humanidade teve acesso ao Deus Verdadeiro, ao Deus que é Vida Eterna e Amor.

Por sua vez, na representação Jesus declara ser o Filho de Deus e nos ensina como podemos ascender da Lei para a Graça!

Ele afirma que não veio para revogar a Lei, mas sim para cumpri-la!

E o cumprimento da Lei Jesus revela que está condensado em dois mandamentos que são: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo!

O que Jesus está nos revelando é por si só algo divino e raramente enfatizado nos ensinamentos espirituais de quaisquer tradições do mundo! Ele está nos fazendo ver que mesmo estando imersos na representação é possível transcendermos a Lei de Causa e Efeito não a rejeitando ou a negando mas sim a cumprindo integralmente  acessando a percepção da Consciência do Ser, a árvore da Vida, que é unitária e a tudo vê como uma expressão do próprio Ser.

Então, como os ramos são membros do próprio Ser que é a Videira Jesus nos ensina a vê-lo de forma unitária, como partes do mesmo Ser único, revelando que ele é a Videira e nós somos os ramos!  E para ativarmos essa visão unitária, a visão da “árvore da vida” que está em nós ele ensina que: “O reino de Deus está dentro de vós.” Jesus também revela que: “Ninguém vai ao Pai senão por mim.” Todo seu ensinamento espiritual é no sentido de acessarmos essa “árvore da Vida” em nós, a fim de que possamos colher os seus frutos, que é percepção da Realidade Divina na qual semeador e ceifeiro são Um.

Amar é perceber de forma unitária. Por isso a ênfase na percepção de unidade se condensa naqueles dois mandamentos que são: Amar e amar!

Amar a Deus … sobre todas as coisas;

Amar ao próximo… como a ti mesmo

A percepção que se deve ter destes dois mandamentos é essa:

Amar a Deus sobre [é perceber Sua onipresença subjacente a todas as aparências e interagir com Aquele que subjaz a] todas as coisas;

Amar ao próximo como [é perceber que Deus é Aquele que subjaz ao próximo como subjaz] a ti mesmo.

Deus é Amor. Sendo amor Deus ama. Deus percebe. Por perceber que é amor Deus ama. Amar é a forma como Deus percebe e age. No Núcleo é reiteradamente enfatizado o principio divino de que: “Não há percepção sem ação”. Se o Deus Verdadeiro é Amor e se Seu reino está EM nós não há como acessar este reino EM nós sem amar, sem perceber de forma unitária, que é a forma de percebê-lO.  

Por isso Jesus enfatizou os dois mandamentos e veio cumprir a Lei revelando como acessarmos a “arvore da Vida”, a visão de unidade representada pela parábola da Videira e os ramos.

É importante ainda observar que Jesus ora a Deus não para que nos tire deste mundo, desta representação, mas que nos livre do mal, da visão dual que é produzida pela árvore do conhecimento de bem e mal, pela qual Deus é visto apenas como o “Senhor Deus”, a Lei de causa e efeito, que castiga os maus e recompensa os bons. Por isso, a “figueira que não dá bons frutos” Jesus mesmo a seca!

Por fim, se acessarmos a árvore do conhecimento de bem e do mal estaremos agindo sob os efeitos dos frutos dessa árvore, a saber, estaremos vendo apenas a representação e agindo “em pecado”, ou como enfatizou Masaharu Taniguchi, estaremos agindo com a visão encoberta (tsumi).

Nesse sentido, sabendo que os personagens que queriam testá-lo estavam agindo “em pecado”, ou seja, “com a visão encoberta”, Jesus disse: “Aquele que não estiver em pecado atire a primeira pedra”. Narra a Bíblia que nenhum deles foi capaz de atirar a pedra, pois, a palavra de Jesus foi dirigida aos próprios atores por traz daqueles divinos personagens. A Consciência divina de cada um deles lhes tornava conscientes de que seus personagens “agiam em pecado”, e que apenas o próprio personagem Jesus naquele contexto agia com a visão descoberta. Jesus deu ali uma lição prática de como acessar a “árvore da Vida”, a percepção unitária que está em nós, a percepção que fez com que cada um daqueles presentes naquela cena visse sobre si o que viam no “outro”.

Em síntese, mesmo estando na representação temos acesso direto à “arvore da Vida”, a essa percepção unitária que nos dá acesso ao reino de Deus, à certeza de que: “nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.”

 

Enfim, Céu é a Realidade, aquilo manifestado pela atividade da Consciência do Ser – É fruto da “árvore da vida”, fruto da percepção consciencial.

Terra é a Representação, aquilo gerado pelo pensamento da mente do personagem – É fruto da “árvore do conhecimento de bem e mal”, fruto da percepção mental.

Dando foco à “árvore da vida”,a interface que está na representação mas que pertence ao Ser Real, você acessa em você mesmo, no Reino de Deus em voce, a percepção do Filho de Deus, a percepção unitária, consciencial, dAquele que fala contigo!

Um último detalhe contido nesta passagem, não menos importante, é este: Disse Jesus ao que era cego: Crês tu no Filho de Deus?… Note bem, o milagre já havia sido realizado, aquele divino personagem que era cego já havia sido curado por Jesus. Da mesma forma o mesmo já aconteceu com você, o milagre já se realizou em você, pois você tem acesso a esta percepção que agora está sendo compartilhada, assim como o cego já podia ver, você também já pode perceber! Voce já pode perceber que O Filho de Deus É aquele que fala contigo,

Que todos os que eram cegos mas que agora podem ver, [ou seja, que todos os que não percebiam mas agora podem perceber] e que perguntam: “Quem é ele, Senhor, para que nele creia?” desfrutem a percepção da presença de Quem em si mesmos, no Reino de Deus,  diz: Tu já o tens visto [já o tens percebido], Ele É aquele que fala contigo.

Namastê

Como desfrutar percepções iluminadas

budda_christ_shiva

O que se segue são percepções advindas dos comentários ao o texto “A colheita é agora”, publicado no Templo dos Iluminados em:

http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2015/08/a-colheita-e-agora.html

Divinos personagens Gustavo e Anônimo,

Esses seus comentários são muito preciosos para enfatizar a revelação divina de Jesus de que “a colheita é agora”. Por isso, permitam-me compartilhar a seguinte percepção que poderá esclarecer a muitos outros divinos personagens como desfrutar percepções iluminadas.

Como exemplo seguem dois ensinamentos que são duas percepções iluminadas [percepções conscienciais compartilhadas por dois divinos personagens despertos]

Disse Jesus:

Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele”. Marcos 10: 15

Disse Masaharu Taniguchi:

“A prática da Meditação Shinsokan consiste em acreditar incondicionalmente na revelação divina de que “o homem é originariamente filho de Deus”; é aceitar essa Verdade com a mente dócil: “Sim, sou filho de Deus, muito obrigado!”.

 

Atentem bem ao que disseram Jesus e Masaharu Taniguchi: “receber o reino de Deus como uma criança” e “aceitar essa Verdade com a mente dócil”

Receber a revelação divina  como uma criança e aceitar de forma dócil é receber e aceitar sem questionar, sem duvidar; é receber incondicionalmente a revelação divina.

 Isto deve ser feito porque a mente [humana] não percebe o real. O grande problema  é que ela não percebe que não percebe…

Assim enquanto os olhos [da mente, que não percebem o real] veem que “daqui a quatro meses haverá a colheita Jesus [o iluminado que percebe o real] revela o que deve ser feito pelos que quiserem ver [com a Consciência]: “Abrir os olhos! Simples assim! Dar foco na visão destes olhos e verem que os campos estão maduros para a colheita”:

 

O que diria Jesus ao que diz: ‘ainda aprecio com a mente’?

Para enfatizar o mesmo ensinamento Jesus diria algo com o mesmo sentido do que disse aos que dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’.

Ele diria: “Voce diz: ‘ainda aprecio com a mente’.

Eu lhe digo: Abra os olhos e veja! Pois [a percepção do] reino de Deus está em  vós.”

 

Abra os olhos e veja! [Abra os da Consciência, os olhos que vêem a Realidade subjacente à aparência]. É simples assim!

 

Por que não parece ser simples assim?

E por que os personagens iluminados percebem de forma tão clara?

Simplesmente porque eles não sobrepõem questionamentos, julgamentos e análises mentais às percepções conscienciais!

 

Os pensamentos que estão na mente se embasam em dados obtidos dos cinco sentidos, pelo uso da lógica, raciocinando sobre esses dados. Porém, os dados captados pelos cinco sentidos não expressam a realidade, mas apenas o que parece ser real.

 

Elucidou Aquele que na Representação aparece como o divino personagem Dárcio Dezolt:

 

“Muitas vezes a ilustração do “lápis dentro do copo com água” é encontrada na literatura espiritual. Ela é uma das melhores, por nos deixar conscientes de que “fato é fato” e  “aparência é aparência”. Coloque um lápis perfeito em um copo com água e observe-o pelo lado de fora, ao nível do líquido: o lápis terá a aparência de estar torto e também quebrado em duas partes! Que nos permite tirar, desta ilustração? Que o lápis continua inteiro e perfeito, mesmo enquanto a sua “aparência” estiver sendo a de um lápis imperfeito. “

[ Fonte; http://fachodeluz.blog.br/wp/?p=5350 ]

 

Portanto, a mente se embasa em pensamentos, em aparências, mas não em percepções!

 

Por isso o “slogan” do Núcleo é: Perceba, desfrute e compartilhe.

Atenção! O “slogan” não é: Pense, desfrute e compartilhe.

Assim enquanto a mente humana pensa que “daqui a quatro meses haverá a colheitaa consciência divina compartilhada por Jesus revela o que deve ser feito pelos que quiserem perceber  [com a visão da Consciência]:

Abrir os olhos [da Consciência] e verem que “os campos estão maduros para a colheita”.

Por isso Masaharu Taniguchi revelou que  “o Segredo da meditação Shinsokan consiste apenas em afirmar para si mesmo, com a mente dócil: “Sim, sou filho de Deus, muito obrigado”. A pessoa diz mentalmente para si própria “Você é filho de Deus” e responde “Sim, sou filho de Deus, muito obrigado” — nisto se resume a Meditação Shinsokan.

 

Neste ponto deve ser notado o que Aquele que aparece como o divino personagem Gustavo disse: “Se a mensagem (de alguma forma) te tocou profundamente, é porque ela surtiu efeito em algum lugar dentro de você que é além da mente.”

Esse “lugar além da mente” é a percepção iluminada!

Notem que o Gustavo está compartilhado uma percepção consciencial; da mesma forma que Jesus compartilhou uma percepção consciencial; da mesma forma que Masaharu Taniguchi compartilhou uma percepção consciencial; da mesma forma que Dárcio Dezolt compartilhou uma percepção consciencial.

Atentem bem que nenhum deles partiu de um julgamento, ou seja, de uma atividade da mente, de um pensamento, mas sim de “lugar além da mente”, uma percepção que não está distorcida pelas aparências; uma percepção que mesmo diante da imagem nítida de um “lápis quebrado” sabe/percebe que o lápis está perfeito! Esta percepção os faz conscientes de que o lápis está perfeito AGORA, não apenas [no futuro] quando for retirado do líquido, ou seja, do contexto que faz com que aparente estar quebrado! Jesus não orou para os discípulos fossem retirados do mundo, ou seja, do contexto em que se encontravam; Jesus orou ao Pai que eles fossem libertos da visão equivocada. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” Jo 17, 15   

O Gustavo disse: “Você está reconhecendo/sentindo a veracidade dessas verdades. E a mentira não pode reconhecer a verdade. Somente a verdade reconhece a verdade. Como diz o texto do Núcleo: Somente Buda reconhece Buda, Somente Deus reconhece Deus.

Esta é outra percepção iluminada que está sendo compartilhada! Pois somente o real percebe o real! É a percepção da Consciência – a percepção verdadeira – em nós quem percebe a Verdade! Em outras palavras, é a percepção da Imagem Verdadeira em nós quem percebe o Jissô (o aspecto verdadeiro). É a percepção do Buda – percepção búdica – em nós quem percebe a realidade de Buda. Enfim, é somente o “Cristo em nós” quem vai ao Pai; ou seja, é a percepção do Cristo – percepção crística – em nós quem percebe que o reino de Deus está presente em nós AGORA!.

Para finalizar esse comentário, segue-se mais uma percepção iluminada:

Disse o divino personagem Joel Goldsmith:

“Quando Cristo se manifestar na consciência individual, aquele Cristo se espalhará como uma tocha ardente de um para outro, até que todo mundo seja tocado por sua luz, iluminado pelo Espírito Santo, através do estudo da sabedoria espiritual ou pelo contato com um indivíduo iluminado. Como a consciência individual se acende, a chama se espalha por toda parte, de um para outro, por todo o mundo.” [As Palavras do Mestre. Página 39]

 

Fazendo o contraponto que proporcionou este comentário, concluiu Aquele que aparece como o divino personagem Anônimo: “ainda aprecio com a mente. Mas, é muito reconfortante.”

Por sua vez, percebendo que esta não é senão uma autêntica percepção conclui Aquele que aparece como o divino personagem Gustavo dizendo: “Deus em você já está reconhecendo. Sinta-se realmente reconfortado!”

 

Enfim, a tudo devemos dar glória a Deus!

 

O que percebo e compartilho é que é Ele Quem faz! É Ele Quem nos faz perceber!

  

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Anônimo e comenta algo;

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Gustavo e compartilha Sua percepção iluminada;

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Jesus e compartilha Seus ensinamentos iluminados;

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Masaharu Taniguchi e compartilha Suas revelações divinas;

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Dárcio Dezolt e compartilha Suas lições reveladoras;

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Joel Goldsmith e compartilha a “pequena voz silenciosa”;

É Ele Quem move todos os divinos personagens que aparecem como você, e como eu, e que nos possibilita desfrutar e compartilhar de Sua percepção iluminada.

 

Enfim, é Deus Quem age!

É Deus Quem aparece como Seu Filho amado Jesus.

Assim concluo parafraseando Jesus Sua percepção iluminada, a percepção do reino de Deus:

Não vem [a percepção do] reino de Deus com visível aparência..

Nem dirão: Ei-la aqui! Ou: Lá está!

Porque [a percepção do] reino de Deus está dentro de vós.”.

(Lucas 17:20-21).

E compartilho esta oração iluminada de Masaharu Taniguchi:

“Deus é o todo de tudo, Deus é perfeita Vida, Deus é perfeita sabedoria, Deus é perfeito amor. No interior de todas as coisas vive a Vida de Deus, vive a Sabedoria de Deus, vive o Amor de Deus”.

Através desta oração, contemplo concentradamente o mundo da Imagem Verdadeira, no qual as infinitas virtudes de Deus já existem no interior de todas as coisas; e, em seguida, oro: “Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade no mundo físico, assim como no mundo da Imagem Verdadeira”.

E na Meditação digo: “Ó Deus-Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com [a percepção do] Vosso Espírito”.

E percebendo que esta oração já foi outrora semeada, a desfruto. E compartilho aquilo que também já foi outrora compartilhado por Jesus, algo de validade atemporal, que é a percepção iluminada de que tudo o que Deus semeou a colheita é agora!

A paz seja com todos.

A colheita é agora!

:Resultado de imagem para imagem do senhor colhendo

Jesus disse:

“Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’?

Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” João 4: 35

No post anterior cujo título é “Estudo bíblico pela visão do Núcleo” publicado em http://nucleu.com/2015/07/18/estudo-biblico-pela-visao-no-nucleo/ está escrito:

“… podemos apreender o universo que se apresenta a nós com nossa visão ou percepção mental ou com nossa visão ou percepção consciencial. Nosso propósito nesse estudo bíblico é enfocarmos a visão ou percepção consciencial.”

“… a leitura do ponto de vista mental nos dará um enfoque temporal da mensagem divina, ou seja, uma visão de que as coisas acontecem apenas como a mente concebe a realidade, numa percepção de passado/presente/futuro. Por outro lado, a leitura “consciencial” da mesma mensagem divina nos possibilita uma visão “atemporal”, na qual tudo existe num “eterno presente” 

“Se por um lado podemos perceber algo pela mente ou pela Consciência aquilo que vemos como sendo a realidade que surge diante de nós é completamente diferente! Isto porque o que percebemos com a mente é a realidade aparente… Mas o que vemos com a Consciência é real.”

Na passagem acima citada Jesus está ensinando e ressaltando a diferença entre o que vemos a partir da percepção ou visão mental e o que podemos ver a partir da percepção ou visão consciencial.

É como se Jesus, que a tudo percebe consciencialmente, dissesse: “Vocês,  todos os que estão percebendo apenas mentalmente, não dizem: ‘Daqui a quatro meses [ou seja, somente no futuro] haverá a colheita’?

E desfrutando o que percebe consciencialmente, é como se Jesus nos dissesse: Abram os olhos [os olhos da visão consciencial] e vejam os campos! [olhem para a realidade que se desvela a sua frente a partir dessa visão consciencial] Eles estão maduros para a colheita [eles já estão maduros, agora!] .” João 4: 35

E Jesus prosseguiu ensinando que:

“Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe.”

Em outras palavras Jesus está compartilhando a percepção de que para que seja possível colher agora é imprescindível “abrir os olhos” da Consciência e ver que os campos já estão maduros!

Notem que a “visão da Consciência” já está aberta para todos os que se voltam para ela, pois a visão de Jesus, que está sendo revelada por ele mesmo, é a verdadeira visão, é a visão que desvela o real, é a própria percepção do Cristo que Vive em nós, é a Verdade!

Assim, a colheita, ou seja, a percepção que nos faculta desfrutar a graça divina, que está diante de nós e que já foi semeada, só é possível para os que escolhem ver em unidade com o semeador, com  a visão que o semeador – o Cristo em nós – está revelando!

Por isso Jesus diz: “Aquele que colhe [ aquele que colhe agora; aquele que escolhe perceber consciencialmente ] já recebe o seu salário [já desfruta o que percebe; já desfruta a graça, aquilo que foi semeado pelo semeador, o ensinamento, a forma de ver consciencialmente as obras de Deus] e colhe fruto para a vida eterna [colhe, ou seja, desfruta essa visão atemporal da realidade divina, do eterno presente] de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe [de forma que se alegram juntos, ou seja, de forma que percebem, desfrutam e compartilham em unidade a mesma percepção atemporal da gloria de Deus], portanto, conclui Jesus dizendo: Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia, e outro colhe’.
Deus é o semeador, aquele que semeia a percepção consciencial, e os que colhem são os que percebem e agem conforme a percepção divina, a percepção atemporal, consciencial, que já foi semeada pelo semeador divino.

Dando ênfase a importância da ação que resulta dessa percepção Jesus nos inclui em sua ação, em sua obra divina, e faz um convite ao desfrute dessa percepção que nos compartilha [desfrute que se dá através da nossa ação], revelando:

“Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.

“Eu [ou seja, o Semeador] os enviei para colherem [para desfrutarem da percepção consciencial já semeada] que vocês não cultivaram [pois foi semeada por Deus]. Outros realizaram o trabalho árduo [Deus é o próprio Semeador, que aparece como outros], e vocês vieram a usufruir do trabalho deles” [vocês, ou seja, todos os que escolhem usufruir, ver conforme a percepção ou visão que já foi semeada]; não conforme a visão que diz: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’, mas sim conforme a visão pela qual Jesus já nos disse: “Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” João 4: 35

Assim seja percebido e desfrutado por todos, pois, a Colheita é Agora!

A paz seja com todos.