Palestra com o Prof. Yukihiro Maehara

​Você é nosso convidado para assistir à palestra de um dos maiores expoentes do ensinamento original da “Seicho-No-Ie” no Japão,  o Prof. Yukihiro Maehara – Vice Presidente da Organização Manabu-kai Japão.

Após conviver e aprender por mais de 20 anos com o Mestre Masaharu Taniguchi, Fundador da Seicho No Ie, o professor Yukihiro Maehara vem ao Brasil falar deste ensinamento que mostra como enxergar as oportunidades nos momentos de dificuldade e trascender o sofrimento através do auto conhecimento e da prática espiritual. Ao final do evento haverá ainda uma poderosa prática de recitação que visa despertar o Filho de Deus Perfeito, a realidade inerente a todas as pessoas.Um verdadeiro Presente!

Não perca esta rara oportunidade! Palestra com o Professor Yukihiro Maehara,vindo diretamente do Japão , nesta quarta feira, dia 9 às 19h no Auditório da Escola Parque 210/211 sul.

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Osho: Buda e o tapa

Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto.Buda esfregou o local e perguntou ao homem:

– E agora? O que vai querer dizer? 

O homem ficou um tanto confuso, porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: “E agora?” Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era num uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: “E agora?” Não houve reação da sua parte.
Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse: 

– Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda, guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas. 

– Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas você está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que “aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor”. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma idéia. Ele bateu nessa idéia. 

Se vocês refletirem profundamente, continuou Buda, ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.
Há momentos de grande intensidade em que a linguagem é impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: “E agora?”
O homem ficou ainda mais confuso! E buda disse aos seus discípulos: 

– Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem. 

Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir.
Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou: 

– E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os discípulos, Buda falou:

– Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas. 

O homem olhou para Buda e disse:

– Perdoe-me pelo que fiz ontem. 

– Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você. 

E você também é outro, continuou Buda. Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.

Osho; Intimidade Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros

  

Retirado do Portal Vida e Morte

eu sou Quem Eu Sou

Quem Eu Sou é o tempo e a Eternindade …

Em outras palavras…

Quem Eu Sou é o tempo (representação divina) e a Eternidade (Realidade Divina)

Não há exceção da divindade…

Há apenas onipresença!

Não há espaço vazio onde parece haver…

Não há solidão onde parece haver…

Não há nascimento, envelhecimento, doença ou morte, onde parece haver…

Há apenas Deus, o Ser Real;

Há apenas a divindade onipresente!

Onde parece haver ódio Eu Sou o perdão…

Onde parece haver tristeza Eu Sou a alegria…

Onde parece haver desespero Eu Sou a esperança…

Eu Sou a Realidade por trás da representação!

O Amor é o Caminho para Me ver…

Eu Sou esse Amor divino!

Eu Sou o Caminho!

Eu Sou Quem ama…

Eu Sou Quem é amado…

Apareço como passado e futuro…

Mas Eu Sou o eterno presente!

Assim como apareço como você…

Mas Eu Sou Quem Eu Sou!

Você e Eu parecemos ser dois…

Mas Somos Um só Ser!

Você parece ser real…

Mas sua realidade Sou Eu!

Sim,

Sou o tempo e a eternidade…

A representação e a Realidade!

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A Natureza de Maya

Escute Arjuna! Entre Mim e este Universo move-se maya, denominada ilusão. Deveras, é difícil, uma árdua tarefa o homem alcançar ver além de maya, porque maya também é Minha. É da mesma substância. Você não a pode supor separada de Mim. É criação Minha e está sob o Meu controle. Numa fração de segundo revira o mais poderoso dos homens de pernas pro ar! Somente aqueles que são plenamente ligados a Mim podem vencer maya. Arjuna, não veja em maya, o mínimo que seja, algo repulsivo que tenha descido de qualquer parte. Ela é um atributo da mente, fazendo esta ignorar a Verdade e o Eterno Paramatma. Maya conduz ao erro de acreditar que o corpo é o Ser. Não é algo que era e depois desaparecerá; nem é alguma coisa que não era, vem a ser, e ainda é. Maya nunca foi; não é; e nunca será.

É um nome para um fenômeno inexistente. Mas esta coisa não existente vem de dentro da própria visão! É igual à miragem no deserto, um lençol d’água que nunca houve nem há. Quem conhece a Verdade não vê miragem. Somente os desavisados quanto ao deserto são por ela atraídos. Correm para ela é sofrem aflição, exaustão e desespero. Como a sombra crescendo dentro do quarto, a esconder o próprio quarto; como a catarata a crescer no olho suprime a visão, maya apega-se àquele que a ajuda a crescer.

(Bhagavad Gita – Sathya Sai Baba)

Segunda parte…

Arjuna, você pode perguntar se maya, que penetra e prejudica o próprio lugar que lhe dá origem, não Me tem maculado, pois em Mim tomou nascimento. Tal dúvida é natural. Mas é sem base. Maya é a causa de todo esse universo, mas não é a causa de Deus. Sou Eu a autoridade que a dirige. Este universo, que é produto de maya, move-se e se comporta de acordo com a Minha Vontade. Assim, a pessoa que estiver ligada a Mim e se conduza de acordo com a Minha Vontade não pode ser prejudicada por maya; maya reconhece autoridade nela também. O único método para vencer maya é adquirir jnana (sabedoria) do Universal, e redescobrir sua própria natureza Universal. Você atribui limite à existência daquilo que é eterno, pois isto é o que produz maya. Fome e sede são características da existência. Alegria e tristeza, impulso e imaginação, nascimento e morte são tidos características do corpo. Não são características do Universal, do Atma.

Acreditar que o Universal, que é você mesmo, está limitado e sujeito a todas essas características não-átmicas – isto é maya. Mas lembre-se: maya não ousa aproximar-se de quem tenha Me tomado por refúgio. Para aqueles que fixam a atenção em maya, ela opera como um obstáculo de vastidão oceânica. Mas aos que fixam sua atenção em Deus, ela se apresentará como Krisha! A barreira de maya pode ser superada, seja por desenvolver a atitude de unidade com Deus Infinito, seja pela atitude de completa submissão ao Senhor.

(Bhagavad Gita – Sathya Sai Baba)

O “universo de infinitas probabilidades”, que é a “representação divina”, se revela como um “universo de infinitas possibilidades” quando nos sintonizamos no ritmo divino…

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O Sorriso do Buda para Um Gato Preto

Certa vez, o Senhor da Luz Imensurável ouviu um miado próximo ao lago de lótus da Terra Pura, onde os lótus florescem com uma indescritível beleza. Prestou mais atenção no singular miado que lhe soava assim aos ouvidos: “Nyaaamu Amida, Nyaaamu Amida” em louvor ao seu Nome Sagrado.

O Sublime dirigiu sua sagrada atenção ao lago para ver de perto aquele que lhe dedicava tão devotado miado. Viu um gato preto, que de tão preto destacava se lhe mais ainda os olhos verdes brilhantes como as esmeraldas da Terra Pura.

O Tathagata, curioso, falou-lhe: “por que mias o Meu Nome?”

“Ó Venerável de todas as eras e de todos os mundos, em vida fui um gato doméstico, pertencia a uma jovem humana, filha de um de Vossos veneráveis monges. Eu morava num templo onde passei meus dias adormecendo sob o sol que entrava pelas janelas do templo enquanto o monge rezava dedicando-Lhe belíssimas recitações de sutras. Eu era indolente e preguiçoso, nunca prestei a devida atenção aos sermões de Vosso discípulo. Vivia perseguindo Vossos pequenos seres vivos como passarinhos, ratos e insetos. Apesar de estar cansado de ouvir dizer que todos os seres viventes estavam ali graças a Vossa misericórdia e que eu mesmo, vivia ali tão confortavelmente graças à Vossa eterna compaixão… Mas meu instinto era mais forte… eu vivia capturando os pequeninos. Minha dona conseguiu salvar muitas das minhas vítimas, ela se zangava comigo, mas eu nem ligava. Fui um gato muito mau, que sempre conseguia obter o que queria dos humanos, usando o meu charme e fazendo gracinhas”.

O gato parou de falar por um momento, querendo perscrutar alguma reação no rosto do Inabalável. Diante da Impassível presença, não teve como senão, continuar a falar.

“Minha dona vivia ralhando comigo, afirmando que eu jamais adentraria Vossa Terra Pura, por ter matado tantos pássaros. E que sendo a Terra Pura habitada por pássaros sagrados, eu não poderia sequer chegar perto… e agora me vejo diante de tão Sagrada Presença, e renascido em Vossa Terra Pura, mas não sou digno…”

Ouvindo o relato do gato, o Senhor da Terra Pura, observando os nervosos bigodes do gato preto, responde-lhe:

“Como podes ver, apesar de tudo que fizestes em vida, por fim, adentrastes a minha Terra Pura. Ora, fostes um gato e como gato vivestes plenamente a vida. Sendo para mim, o suficiente. O Karma de nascer como um gato, é viver como um gato a natureza do gato”.

Surpreso e feliz por não ter sido admitido na Terra Pura por engano, o gato em profunda reverência ao Senhor da Vida Imensurável, diz que de agora em diante protegerá os pássaros sagrados da Terra Pura, venerando-os por seus nomes, conforme o Sutra de Amida:Zasshikishichô,Byakkou, Kujaku, Oumu, Shari, Karyôbinga, Gumyôshichô…

E o gato preto saltita contente de volta ao lago de lótus.

Quando o Tathagata volta a ouvir o gato invocando reverentemente o Seu Nome “Nyaamu Amida”, não consegue deixar de sorrir. Um sorriso misericordioso, como só um Buda pode sorrir.

 Rev. Sayuri Tyô-Jun

 

fonte: http://sobrebudismo.com.br/o-sorriso-do-buda-tyojun/doris_buddha